Mesas de pingue-pongue promovem interação em praças

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Com desenho inovador, os equipamentos são resistentes a intempéries e ao vandalismo

Mesas de pingue-pongue instaladas em praças públicas chamaram a atenção dos arquitetos Dimitre Gallego e Luciana Cardoso Antunes em uma viagem de bicicleta que fizeram à Europa. Depois, já morando em Barcelona, perceberam o impacto positivo que elas trazem para a cidade.  “Vimos que não era só um equipamento de lazer, mas que também incentivava a convivência e o encontro”, conta Dimitre.

De volta ao Brasil, o casal começou a esboçar o projeto PingPoint, que tomou forma em 2014. O primeiro passo, que se estendeu por um ano, foi desenvolver uma mesa resistente a intempéries e ao vandalismo, mas que tivesse um desenho inovador e respeitasse as medidas oficiais do esporte. “Queríamos que fossem quase uma escultura e que agregassem beleza ao espaço.”

Depois de rascunhar algumas dezenas de esboços, Dimitre e Luciana selecionaram três desenhos, que têm como característica principal a forma triangular dos pés. Para eles, o triângulo traz ao mesmo tempo a ideia de firmeza, leveza e movimento, além de garantir funcionalidade à peça. O formato evita que as pessoas tropecem nos pés da mesa enquanto jogam e permite ainda o acesso a cadeirantes.

 

 

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Mesa de pingue-pongue instalada no Largo São Francisco

A primeira, feita em aço com tratamento anticorrosão e acabamento com tinta epóxi, foi instalada no Largo São Francisco, como parte do projeto piloto Centro Aberto, iniciativa da Prefeitura de São Paulo que promoveu uma série de intervenções na região central da cidade em 2014. “Houve uma pesquisa nos primeiros três meses e a mesa de pingue-pongue foi um dos itens que teve melhor aceitação dos usuários”, pontua.

 

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Mesa de pingue-pongue que equipa o Largo da Batata

 

A segunda, que foi colocada no Largo da Batata por meio de um financiamento coletivo, também teve boa aceitação e até fila de espera para jogar. “Um frequentador me disse que sempre via as pessoas sentadas por lá, mas que nunca havia conversado com elas. Depois que a mesa foi instalada, ele passou a conhecer os usuários da praça e até uma namorada arranjou.”

Para o casal, as poucas opções de lazer em espaços públicos, quando existem, geralmente estão focadas em faixas etárias. “Parquinhos para crianças, ginástica para idosos…eles são importantes, mas e a faixa etária entre elas?”, questionam. “Foi por isso que achamos interessante o pingue-pongue. A mesa não ocupa muito espaço, e é um esporte para qualquer idade.”

“As cidades precisam promover e incentivar o encontro entre as pessoas e seus espaços públicos”, afirma Dimitre, que tem como meta espalhar mesas pelo Brasil afora. Para isso, o casal disponibilizou um espaço no Catarse para que qualquer um possa fazer sua própria campanha, e o  PingPoint fica responsável pela produção da mesa e toda a logística de instalação. “Nossa próxima mesa financiada deste modo está programada para o início deste ano lá no Rio de Janeiro”, avisa.

 

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